terça-feira, 2 de abril de 2019

Considerações sobre o Marxismo



O marxismo é uma corrente historiografia que nasce no século XIX com Karl Marx. Porém, esta correndo vem se ramificado, reestruturando e tendo novos sentidos ao longo do tempo.


Para adentramos as contribuições históricas de Marx, usaremos Josep Fontana em “A história dos Homens” para nos explicar os avanços nos estudos de história que eles trazem. Os pensamentos de Marx e Engels nos apresentam 3 novas concepções sobre o entendimento histórico: A inversão do modelo da filosofia clássica. A sistematização da economia politíca e o desenvolvimento de uma concepção de história.


Para entendermos as reflexões que Marx faz sobre a história, é preciso contextualiza-lo em seu tempo.


Nascido em Trevis, na alemanha, foi filho de classe média, estudou em Berlim. Estudou filosofia hegeliana, até o ponto de inverter sua dialética. Pra Hegel, o conhecimento se veem do mundo das ideias para as transformações materiais. Segundo Marx, é ao contrário. As relações materiais do homem transformam seu mundo das ideias.


Em sua vida como jornalista Marx critíca as relações de propriedade privada. Suas reflexões sobre o materialismo histórico começam quando ele observa que a desigualdade vem em relação do homem com o dominio da natureza. Em seus trabalhos, Marx consta muitas pessoas sendo presas por furtos de lenha. Isto ocorre pelo fato das delimitações de posse. Então, Marx enxerga nas relações materiais a projeção da desigualdade. As leis amparam pessoas que se apropriam da natureza em nome de uma propriedade privada.


A contribuição de Marx para a ciência se dá em vários setores da ciência. Ele analisa a sociedade economicamente, historicamente e filosoficamente. Ao inovar um sentido da figura do historiador em sua época apartir de um olhar economico da sociedade, ele recria uma postura ética e filosófica do mesmo. Esta postura filosófica não é proposta só para o historiador, mas para a sociedade em si, pois seus escritos não eram academicos. Quando Marx e Engels escrevem “o manifesto comunista” em 1848, começam com a frase “a história humana é a história da luta de classes”. Isto é um ade a revolução social. É pensar na história como a gente de transformação. Isto para a historiografia da época é uma grande revolução. Visto que a predominacia se era de escolas positivistas. Marx critíca o pensamento filosófico de sua época. Em a ideologia alemã, quando escreve sobre as teses de Feurebach, ele termina com a frase “os filosófos não fizeram nada mais de interpretar o mundo de forma diferente; trata-se porém de modificalo”. Esta frase representa os direcionamentos dos estudos de Marx.


O periodo histórico em que Engels e Marx viveram esta marcado por transformações nas relações sociais e relações de trabalho. Marx demonstra seus métodos de pesquisa no decorrer de suas obras. Em 18 brumário, ele analisa transformações na frança a partir destas condições. Marx compreende que os homens fazem sua própria história mas em condições determinadas.


O método de pesquisa desenvolvido por Marx, é o materialismo histórico dialético. Este forma de compreensão entende a história apartir das relações materiais entre homem com relação a natureza. Cada modo de produção possui suas particularidades em tempo e espaço. Essas relações estariam onde Marx chama de infraestrutura ou base. E a partir das relações de base que o homem tem, se estabelece a superestrutura, seriam os pensamentos, as instituições políticas, leis, filosofia a ciência. Neste sentido, para Marx, é necessário mudar as relações de base para se mudar a superestrutura. É no modo em que se estabelece as relações do homem com a natureza que ele cria a si mesmo. Então a alteração desde modo, é uma alteração das concepções éticas e morais da sociedade em que se legitima a desigualdade.


A historiografia marxista do século XX, pós Marx, traz consigo divergências sobre a estrutura do pensamento dialético marxista. Aos que seguem este modelo marxista são denominados de “estruturalistas”. Um autor conhecido por seguir esta tradição foi Louis Althusser. Para ele, a sociedade esta comprometida a estas estruturas. Alguns historiadores apontam uma interpretação ortodoxa para esta análise estrutural. Esta critica é fundamentada por Thompson, em “Miséria da teoria”, na década de 70. Thompson decorre em alguns capitulos sérias críticas sobre Althusser, e ao mesmo tempo propõem novas perspectivas históricas. Segundo o autor, os sujeitos históricos não aparecem como agentes de transformação social, pois as analises estão intrinsecamente voltadas as relações economias. A tradição que Althusser segue de Marx compreende que a superestrutura é determinada pelo modo de produção. Para Thompson, isto é um problema, porque ele entende a dilaética como uma relação entre superestrutura e base, nunca dissociáveis. Pois, a construção está presente nas relações, não em determinações de uma sobre a outra.


Estas críticas vieram a partir da decada de 60, pela escola Inglesa. Os historiadores mais famosos dela são Edward Thompson, Eric Hosbsbawn, Christopher Hill e Perry Anderson. Cada historiador tem suas particularidades, mas esta escola fica conhecida por incluir na luta de classes sujeitos. Isto significa, analisar os movimentos sociais. Voltando para o passando e entendendo o poder de luta das pessoas, e como estas lutas estão relacionadas nos movimentos históricos. É este ponto que Thompson, em miséria da teoria, aponta como “silêncio” de Marx. É onde a história dele não olha, então ele compreende que esta ferramente serve como uma lupa que aumenta a compreensão sobre o passado. Compreender história pelo olhar desta escola é entender que as relações dos sujeitos com as condições do tempo fazem parte da dialética que movem as sociedades. Que os sujeitos são ativos, não passivos. Que os homens não observam o mundo de forma neutra, mas olham suas contradições.


Thomspon, em seu livro “Costumes em Comum”, anália costumes, cultura e tradições populares do séc XVIII inglês. Neste livro, percebe-se que o conhecimento histórico surge na dialética entre as relações. Isto não é uma novidade de Thompson, porém colocar o sujeito nas relações que formam a sociedade, é algo que avança a forma de se fazer história em sua época. Um dos exemplo que aparece no livro, é quando Thompson relaciona as relações do homem com o tempo. Ele percebe, que as relações de tempo que aparecem nas fábricas, adivinha nas novas formas de se organizar o trabalho, mudam a relação do tempo dos homens fora da fábrica. Ao mesmo tempo, ele mostra outras sociedades e a forma como elas dão sentido ao tempo.


Outro autor desta escola é Eric Hosbawn, em “Sobre História”. Desenvolve reflexões sobre sujeitos marginalizados e suas atuações em movimentos históricos. Como as transformações históricas acontecem com relação a estes atores sociais. A história é um espaço de disputa, tanto academico, quanto político. Então, analisar a história a partir destes sujeitos é compreender seu papel na nossa sociedade.


Estes historiadores trazem como contribuição o que Marx e Engels propuinham. O Materialismo precisa ser uma teoria que se aplica no tempo e espaço, ou seja, uma teorai flexível. Thompson comenta no ultimo capitulo de miséria da teoria que não existe uma forma metodológica para a história, pois ela precisa ser pensada em seu tempo.








Marx olhava a história como um campo político do conhecimento. No momento que se estabelece uma história que se constrói mantendo estruturas sociais, as desigualdades se mantem. A história é uma possibilidade de enxergar desigualdades e combatê-la.





Para Marx, os intelectuais desassociavam o pensamento do mundo material. Sendo que para ele, as ideias eram oriundas do mundo material.





Praxis


Marx critica o materialismo e o idealismo e traz um novo conceito que o é de “praxis revolucionária”.


Para ele, Materialismo entende a história como determinista. O homem sendo resultado de estruturas econômicas,sociais e naturais. Mas o que eles não percebem, segundo Marx, é que estas estruturas são transformadas pela percepção do homem sobre elas. Já os idealistas, é praticamente ao contrário, o mundo material seria um reflexo das ideias. E o problema é que estas ideias veem de condições materiais.





A práxis revolucinárias é a dialética entre a teoria e a prática. Ela compreende que as teórias precisam estar a todo instante em transformações, para não se tornarem dogmas, isto implica em um problema que é tentar estruturar métodos em modelos, sendo que a história se ve particular em cada tempo-espaço.

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