terça-feira, 2 de abril de 2019

Freud, O mal-estar na civilização

Rascunho não acabado:

          O Mal-estar na civilização foi escrito em 1929, talvez o contexto pós primeira guerra e a falta de esperança que o progresso civilizador gerava antes da primeira guerra nas sociedades europeias tenham influenciado a escrita de Freud. Esta falta de esperança para mim fica claro quando estudei sobre A Montanha Mágica de Thomas Mann, porém não entrarei neste por menor.
          Freud, neste livro parece muito descrente sobre a condição humana e a sociedade. A civilização se concretizou não em uma busca por um humano feliz, ela não se preocupou com estes aspectos, seu principal objetivo esta em um controle dos impulsos "naturais" do que é o homem. Então, esta visão dos projetos civilizatórios não encarariam o próprio homem como uma figura nos moldes de Hobbes?
         Eu, particularmente tenho grande dificuldade, e acho que se dota de uma mente muito brilhante, homens que conseguem em suas pesquisas entender o "homem natural". Para Freud, o processo civilizador destitui um homem e o transforma em um objeto podado para entrar em sociedade. "No inicio o Eu abarca tudo, depois separa de si um mundo externo. Nosso sentimento do EU é, portanto, um vestígio atrofiado de um sentimento muito mais abrangente." (p.19). Entendo esta parte como o Eu antes do processo civilizador.
       Dado estes aspectos da concepção de Freud, me parece que os indivíduos são inimigos da civilização. A prática que "processos civilizadores" (enfie muita aspas nisso) colocaram foi a religião. Mais além percebe-se que ele chega algo parecido com Dostoievski na sua celebre frase wikpediana: "Sem Religião o mundo seria um Caos". O que não é a resposta de Freud, para ele existem caminhos que destroem menos a condição humana. Um argumento de um sujeito bastante amigável aos escritos nietzscheanos. Esqueci de me adentrar por grande preguiça de separar um pensamento cronológico, que não acho importante, mas Freud estabelece faz uma analise da influência religiosa sobre a condição humana. Logo no começo, ele escreve que a religião aparece como uma ilusão, que traz no homens confortos sentimentais, como a sensação de eternidade. Não acredito que há um grande avanço nestas percepções em questão a sua época, mas para quem não refletiu sobre Religião ele se apresenta com ótimas reflexões.
               A vida do individuo sempre tente ao prazer, e o trabalho parece não estar ligado a isso, nem a sua origem filológica. Para a manutenção dos prazeres da vida, necessita que o homem trabalhe, mas este mesmo não é tão fã do mesmo.
              "O futuro de uma ilusão" 1927. A religião organizada como uma neurose coletiva. Ela doma os instintos antissociais e criar um "senso" de comunidade compartilhado por crenças. Mas este individuo é subordinado. E subordinado a Deus. Ele não é livre.



RESENHA:
p.14. religião como ilusão. Sensação de eternidade. -p15. não é facil trabalhar cientificamente os sentimentos. P16. - Id é uma entidade inconciente. A relação entre o EU e o Id. Para fora o EU parece manter limites claros e precisos. - p17. Este sentimento que tem do EU no adulto nao pode ter sido o mesmo desde o principio. - p18. o Bebe nao separa seu EU do mundo externo.
p19. o inicio o eu abarca tudo, depois separa de si um mundo externo.

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